Sobre

Bem vindo ao Trananima Project. Para informações sobre o autor: www.gabrielbritonunes.com

Os posts que seguem foram criados durante minha viagem-estágio de dois meses e meio à Indonésia sob orientação do artista/coreógrafo/dançarino/pesquisador/entidade Didik Nini Thowok.

Esses escritos fizeram parte da pesquisa de um projeto artístico intitulado Transanima, apresentado em 2009, ano em que concluí minha graduação na School voor Nieuwe Dansontwikkeling (SNDO) em Amsterdã.

Impulsionado pelos estudos sobre gênero de Michel Foucault e Judith Butler e, especialmente, pela obra da teórica especialista em gênero e performer Kate Bornstein, o processo de Transanima, que durou em torno de um ano e meio, partiu do meu desejo de conscientização e de diálogo com meus preconceitos. Essa tomada de consciência me direcionou na busca de compreender a evolução e o desenvolvimento dos fatores que contribuíram para a formação de minha identidade. Busca que, por sua vez, proporcionou inteirar-me dos aspectos de minha personalidade adulta que permaneciam rigidamente subdesenvolvidos – sujeitos às instituições de “poder calcadas na invisibilidade da hierarquia de gênero/identidade”, baseada na cultura de dualidades euro-americana. Isso significava, também, questionar minhas escolhas de formas de auto-expressão e, consequentemente, pôr em dúvida a forma de expressão com a qual me havia habituado a trabalhar na época – a dança – e, necessariamente, reavaliar o papel do meu corpo e a imagem que eu fazia dele na minha vida e no meu trabalho.

Assim, eu comecei a pensar que quanto maior fosse a proximidade de meu trabalho com minha vida, maiores seriam as chances de des-cobrir o interesse que o permeia e que expressão artística ele pede, além de fazer com que essa espressão nunca se fixe em uma receita pré-estabelecida. Tudo isso relegando gênero, como diz Bornstein, “ao status que ele merece: uma brincadeira” (a plaything).

Transanima eclodiu numa performance diferente de tudo o que eu tinha feito antes como dançarino-intérprete-coreógrafo. Impulsionado pela inspiração que meu encontro com a artista Maria La Ribot me trouxe, durante uma oficina na SNDO em meados de 2008, o processo de Transanima me lançou rumo à construção de “meu próprio território por entre a performance, as artes visuais e a dança.”

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